Mas graças às boas vozes que chegaram, isso não aconteceu e acho que não acontecerá nunca mais.
Luísa Maita, Bruna Caram, Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Karina Buhr e Patrícia Polayne são alguns dos novos nomes da Música Popular sem contar na Maria Gadú.
Nas próximas linhas falarei sobre cada um deles e sobre seus respectivos trabalhos:
Luísa Maita
A inspiração de Luísa alimenta-se da tradição musical brasileira. Ela é uma cronista que não só observa, mas participa da cidade, caminha pelas avenidas e vielas do centro e da periferia à procura de estalos poéticos e melódicos...
A faixa-título do álbum, "Lero lero" mostra um samba jovial com letra e melodia bem bacanas. Já "Alento", música esolhida por ela para se tornar clipe fala da vida na cidade grande, do dia-a-dia de cada um, e é o que você pode conferir abaixo:
PS: Ouça também "Fulaninha" com sua melodia pra cima clicando aqui.
Bruna Caram
Bruna é de Avaré, SP, cantora e musicista. A influência musical de Bruna vem do berço. Sua avó materna, Maria Piedade, era cantora de rádio nos anos 50. Seu avô paterno, Jamil Caram foi guitarrista. Bruna cresceu rodeada de cantores, compositores e instrumentistas de todos os tipos. Ela estudou piano desde os sete anos de idade. Aos nove anos passou a fazer dos Trovadores Mirins e em seguida do Trovadores Urbanos.
A cantora tem talento de sobre e dois álbuns lançados: "Essa menina" e "Feriado pessoal".
O primeiro, lançado em dezembro de 2006 foi chamado Essa Menina. O disco é uma mistura de baladas, blues, pop e bossa nova. As músicas foram compostas por Otávio Toledo e seus parceiros musicais, José Carlos Costa Netto e Juca Novaes e produzidas por Alexandre Fontanetti.
Seu segundo, Feriado Pessoal também produzido por Alexandre Fontanetti foi lançado em 2009. A faixa título foi escrita por Bruna. Outras canções foram escritas por Lô Borges (Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor), Guilherme Arantes (Cuide-se Bem) e Caetano Veloso (Gatas Extraordinárias).
A música faixa-título do álbum ganhou um clipe bem animado, é o que você confere abaixo:
PS: Indico "Gargalhadas" da Caram que tem letra e melodia sensacional. Ouça aqui.
Marcelo Jeneci
As música de Jeneci já vinham fazendo sucesso na voz de outros cantores como Vanessa da Mata, Arnaldo Antunes, entre outros. Aos 28 anos, é chegado o momento de parar de assinar colaborações e, sim, um disco próprio. "Feito Pra Acabar" é o seu primeiro álbum que já foi lançado como um dos melhores de MPB de 2010. Fez dois shows de lançamento em SP onde fizeram bastante sucesso.
Foram dez anos como instrumentista profissional. Entre pianos, teclados e acordeons, Jeneci construiu sua carreira. Aprendeu com músicos que levavam seus instrumentos quebrados para que seu pai os arrumassem. Com esses colegas, conheceu Tom Jobim. Encantou-se com a possibilidade de se fazer uma música em camadas. À primeira vista, simples, mas que pode ser ouvida várias vezes. E cada vez percebe-se um detalhe único.
Foi inspirado nas composições de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, que Jeneci resolveu ele próprio compor. Comprou uma guitarra e arranhou alguns acordes. As músicas surgiram puras, transparentes. A experiência de dez anos com gravações e turnês dos outros lhe deu uma certa bagagem para sua estreia.
O primeiro single do CD foi "Felicidade" e já tem certo destaque no cenário da MPB. Ouça e veja:
Tulipa Ruiz
Tulipa Ruiz é uma cantora, compositora e desenhista brasileira. Saiu de Minas Gerais aos 22 anos para cursar Comunicação e multimeios na PUC-SP, onde conheceu Dudu Tsuda.
Em dezembro de 2008 decidiu sair da Agência de Comunicação em que trabalhava para ficar três meses compondo com o irmão e ilustrando. Então foi convidada para o Festival da Trama, no Teatro Oficina. Fez seu primeiro show solo pra valer em 2009 no Teatro Oficina, depois, Prata da Casa no SESC Pompéia, colecionando elogios da crítica, inclusive do conceituado produtor musical Nelson Mota aumentando exponencialmente o público e gravou seu primeiro disco: "Efêmera". E, mesmo diante de tamanha expectativa, não decepcionou.
Efêmera saiu no final de maio de 2010 e rapidamente conquistou a crítica e público. Com canções sutis e poeticamente diretas, cheias de arranjos simples e melodias doces e circulares embaladas pela voz única de Tulipa.
Ouça e delicie o som da Tulipa:
Karina Buhr
A cantora e percussionista Karina Buhr, nascida em Salvador, foi para Recife aos 8 anos. Lá, respirou os ares de Chico Science e Nação Zumbi, do maracatu e da música de raiz. No final dos anos 90, depois de ter passado por diversos grupos da cidade, como o Eddie, fundou o Comadre Fulozinha, que resgata o folclore brasileiro regado a cantigas de roda e a ''bichogrilice'' contemporânea.
Em seu primeiro álbum solo, entretanto, Karina é outra mulher. "Queria fazer um trabalho mais agressivo, mais esquisito", confessa. Moradora de São Paulo há cinco anos, Karina veio à cidade depois de ser convidada pelo diretor Zé Celso Martinez Correa para integrar a trupe do Teatro Oficina - e ainda mantém o sotaque do Recife, tanto quando fala como quando canta. "É claro que meus cinco anos de Teatro Oficina foram referência para o meu CD. Mas digo que a principal influência dele é o carnaval de Recife. Não exatamente um ritmo como o forró ou maracatu, mas a possibilidade de misturar diversos ritmos e gêneros", explica a cantora.
Buhr tem uma voz doce que pode se tornar forte a partir da melodia da música. Com sotaque nordestino, ela encantou e ganhou diversos fãs no Brasil.
"Eu Menti Pra Você", faixa-título fala da "decepção" amorosa, onde se tem que escolher entre duas opções. Quer saber quais são? Ouça:
Patrícia Polayne
A Polayne é minha conterrânea (Sergipe) e tem um grande talento. É uma das mais importantes vozes da música sergipana de todos os tempos. A cantora e compositora tem em sua obra, referências que vão da tradição oral à Tropicália, do coco ao Cocteau Twins, da música latina aos ritmos afrobrasileiros. O estilo musical reinventado pela premiada artista é fruto de um trabalho original e diferenciado de pesquisa e vivência com os timbres de sua região. A fusão entre esses ritmos e outros elementos da música universal resulta em canções e imagens que compõem um delicado e apreciado trabalho autoral.
Contemplada com o Prêmio Produção Pixinguinha da FUNARTE, Polayne gravou seu primeiro disco “O Circo Singular”, com produção impecável de Junior Areia, baixista do Mundo Livre S/A, e a participação especial de Roberto Menescal. Lançou o CD em novembro de 2009 num circo que estava aportado na capital sergipana. Recentemente, a artista foi a grande vencedora do Festival Nacional de Música da ARPUB que aconteceu em janeiro de 2010. Recebeu o prêmio de melhor arranjo e melhor música com a inédita canção "Arrastada", uma das faixas do no novo disco.
Além de "Arrastada", "Lentes de contato" também ganha destaque no repertório da cantora.
Apesar de não ser tão conhecida como os outros nomes citados acima, Patrícia tem talento de sobra e basta apenas um "pulo" pra ela tocar em vários rádios de MPB do Brasil.
Ouça @Polayne:
Lucas Menezes.






SENSACIONAL!
ResponderExcluiradorei conhecer esses nomes, só conhecia o Jeneci.
ResponderExcluirTiê também é uma delicia de se ouvir...Acho que também voz na musica Brasileira
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